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M.c | Matilde Carvalho – Negócios de Sucesso

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Tem a mania de ser mais papista que o Papa

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"Viva e deixe Viver", Papa Francisco

Foi investido líder hoje mesmo. É chefe de um novo departamento, ou entrou para uma nova empresa onde tem uma equipa para liderar, ou simplesmente houve uma reestruturação na sua empresa e a equipa do departamento ao lado passou a fazer parte da sua prol de subordinados. A sua cabeça está em água. São novas pessoas, não conhece as suas personalidades, nem tão pouco os seus pontos fortes ou fracos. Desconhece tudo: a parte técnica, a parte emocional, a parte social, e até mesmo o "buzz" que já circula nos corredores. Parece-lhe que deve ter um plano de ação, repleto de regras, cronogramas e vontade de ir mais além.

E Cuidado. Corre o risco de ser mais papista que o Papa. Isto é: a tentação normal para colmatar as suas inseguranças será rodear-se de mecanismos de controlo de tudo o que o rodeia. A segunda tentação será a de avaliar e planear o rumo da sua equipa como se todos eles e elas fossem iguais a si.

Se o fizesse, estaria a ser mais papista que o Papa. Pelo menos mais papista que o Papa Francisco.

Por isso, antes de seguir qualquer novo plano de ação ou antes até de marcar reuniões individuais para conhecer cada um dos membros da sua nova ou renovada equipa, saiba o que pensa o Papa Francisco sobre alguns ingredientes-chave de uma boa liderança.

  1. "Viva e deixe viver" - depois de definir um enquadramento geral norteador para todos, permita que os seus liderados sejam eles próprios. Aprenda liderar neste cinzento - entre os princípios gerais e a singularidade de cada um.
  2. "Dê-se aos outros" - liderar é um ato de serviço. Não de subserviência ou de falsa humildade. Mas só pode querer recolher dos outros depois de lhes ter oferecido. Ofereça-lhes o seu ser, para além das normais remunerações e compensações mais materiais. Pare para estar com eles nos bons e maus momentos, ouça-os, aconselhe-os e caminhe lado a lado com eles.
  3. "Leve a vida com calma" - tal como a preguiça nos pode limitar na ação, também o stresse nos tolda a visão. Tudo o que é feito numa atmosfera demasiado acelerada impede-nos de avaliar cada ação ou cada decisão de um modo lógico e sensato. Quando olharmos para trás no dia seguinte, teremos dificuldade em identificarmo-nos com aquilo que tínhamos decidido sob pressão. Claro que a vida vertiginosa em que nos encaixamos todos os dias não se compadece com meditações zen a cada hora que passa. Mas uma boa organização de uma lista de prioridades diárias e uns minutos de avaliação do dia ao deitar, ajudam-nos a preparar com sucesso o dia seguinte, evitando um novo conjunto de stresses.

A tudo isto junte ainda um pouco de bom humor. Quando nos levamos demasiado a sério, deixamos de conseguir apreciar a beleza do inesperado da vida. Ser papista assim, é positivo.

 

M.c

 

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